quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
domingo, 31 de janeiro de 2016
Deí - Mix Flash Rap (2016)
Um pequeno setzinho só de Flash Raps. Com vídeo, é claro.
Link pra download: http://www.hulkshare.com/7y5etba4du9s
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Biografia Não Autorizada do Eduardo FC (Partes 1 e 2)
Uma análise nada faccionária sobre as letras do rapper Eduardo, ex integrante do grupo de rap Facção Central.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Não colaboro com a destruição de ninguém
Estacionei o carro e um rapaz veio me pedir pra pagar um lanche ou um
salgado pra ele e sua esposa. Ele tava sozinho. Falei pra ele, “espera aí, que
eu vou ali no mercado buscar e já trago pra vocês”. Ele respondeu: “não, mas o
segurança já está me olhando feio e não dá pra esperar. Não dá para o senhor
fazer um adianto (dinheiro) pra nós?” Percebi que o que ele queria, mesmo, era só
o dinheiro; pra alimentar o vício por drogas, talvez. Falei que ia comprar o
salgado deles no cartão e ele sumiu na neblina. Neblina, não, porque tava calor
pra caramba. Foi só uma gíria boba que bolei aqui, agora. Mas ele desapareceu sem
agradecer pela minha boa vontade. Pensou que ia me enganar.
Uma coisa que eu não faço é dar dinheiro pra nóia e pingaiada comprar
droga e bebida. Não quero, jamais, colaborar com a destruição deles. Se fosse
pra pagar um salgado ou um suco, pra saciar fome e sede deles, pelo menos
naquele momento, eu pagaria de coração, e ficaria feliz comigo, mesmo. Ultimamente,
tenho dormido muito bem, todas as noites e quero continuar assim.
Uma Filharada...
Há bem mais de
5 anos, encontrei com uma conhecida, na rua, que tava grávida do sexto filho. Ela
é bem mais nova do que eu. E, cada filho é de um pai diferente. Todo o cara que
ela se envolveu, ela acabou engravidando. Sem querer, eu perguntei, pra ela: “outro,
já?” Ela fez uma cara de quem não gostou e balançou a cabeça, que sim. Ontem,
encontrei com ela empurrando um carrinho de neném e barrigudinha, de novo. Não perguntei
se ela tava grávida, porque, sei que muitas mulheres não gostam. Entendem que
estamos chamando elas de gordas, mas nem é. Fiquei me perguntando: “será que
ela tá grávida do 8º, do 9º ou do 10º filho?” Ela é bem pobrezinha. Quando era
mais nova, falavam que ela se prostituía pra garantir o leitinho das crianças. Foi
por uma boa causa. Hoje, do jeito que ela tá, acho difícil algum homem querer
pagar pra ter uma mulher daquele jeito. Se era isso o que ela queria, deveria
ter, pelo menos, se cuidado.
Filho não é
brinquedo. É uma vida que requer cuidados. Tem mulher que engravida com muita
facilidade, não pensa nisso. Nem parece que a dor do parto é comparada a dor da
morte. Parece que tem mulher que gosta de sofrer. Sem querer ofender, mas, tem
mulher que põe filho no mundo que nem cachorro. Aí, as crianças vão crescendo
largadas, soltas na rua, sofrem e cometem abusos... Depois, não adianta chorar,
reclamar, né? Acho que deveria existir um plano de controle populacional, aqui,
no Brasil. Só acho.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Deí - Brincando na Controladora (Parte 2)
Mais uma brincadeira na Controladora, só pra tirar
onda. Errei várias vezes, devido as configurações não estarem certas, mas não
deu coragem de deletar. Logo vou fazer melhor.
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
O Rap, de lá pra cá
Sou das
antigas, mesmo. Em 1987, Aguaí/SP, lá estava eu, varando madrugadas, dentro de
meu quartinho escuro, com meu rádio gravador, fazendo “mó” gambiarra na antena
pra conseguir sintonizar a Bandeirantes FM de São Paulo. Foi ouvindo uma música
do Thaíde e DJ Hum, Corpo Fechado, no programa Balanço
Geral, apresentado pelo Luizão da
Chic Show, que deixei de ouvir o rock para ouvir o rap. Me identifiquei,
mesmo. Naquela época, o conteúdo da maioria das letras era festa e
descontração.
Nos anos 90, a
coisa começou a ficar mais séria. O rap politizado começava a ganhar força nas
vozes de Racionais MC’s, Thaíde e DJ Hum, Duck Jam e Nação Hip-Hop... Isso, aqui no Brasil. Em meados dos
anos 90, acho que foi depois de uma apresentação no Programa Livre, no
SBT (não achei nada a respeito, aqui na net, mas eu assisti, no dia), que o
rapper Mano Brown anunciou que, na
TV aberta, eles não apareceriam, mais. Achei uma pena, pois, lá de Aguaí, a TV
era uma das pouquíssimas opções que teríamos de ver Racionais, entres outros grupos do gênero. Pois bem, fiquei mais de
1 ano só escutando rap em fitas k-7, vinis, fitas VHS e na 105 FM, quando não
saia fora do ar. A MTV não chegava até Aguaí, na época. Mesmo assim, a gente se
contentava em ver grupos como a dupla Thaíde
e DJ Hum, Sampa Crew e Gabriel o Pensador (entre outros), em
canais abertos.
Foi no final
dos anos 90, que o Racionais voltou
a dar as caras na TV. Os anos 90, pra mim, foi um ano de militância no rap. Quem
era do rap, levantava a bandeira, mesmo. Parecia que o rap iria mudar o mundo.
Influenciou, e muito, na educação do povo pobre periférico. Educou seus fiéis
seguidores a se valorizarem, se amarem, a se informarem, a cobrarem de quem
deve e a criticarem construtivamente, quando necessário.
Mais de 15
anos se passaram e muita coisa mudou. Hoje já é mais comum de ver o rap em
programas de TV. Até em trilhas de novelas globais já é possível de se ouvir um
rap. O Racionais não fez diferente.
Recentemente, segundo o Milton Sales,
o Brown falou que “a revolução
acabou”, e que agora ele quer apenas dinheiro.
O Edi Rock, que aparece num vídeo dizendo
que na Globo ele jamais iria, já se apresentou em inúmeros programas
globais.
Há
pouco tempo, num post de rede social, eu escrevi que o Brown tava um pouco tímido, mas, logo o veríamos em programas como
o Esquenta e o Faustão. No domingo passado (27/12), passou, no Fantástico,
trechos de um vídeo clipe de uma música que ele participou com o funkeiro Naldo Benny.
Isso não seria
nada demais se eles, do Racionais, não tivessem pregado, no passado, que na Globo
eles nunca iriam.
Acho
que, no mínimo, eles tinham que se retratar com seu público, antes de entrar
nos quintais da Globo. Isso não aconteceu. Falta de humildade e de
consideração com seu público, por parte do Racionais.
É natural que seus fãs os critiquem por essa contradição. Mas, já vi muitos
artistas, personagens do elemento rap, falando que é errado criticar o Brown, depois de tudo o que ele fez e
faz.
Quer
dizer que o Brown tem o direito de
fazer a merda que quiser e ninguém pode criticar? Tá errado isso. Quando um
artista que eu sou fã faz algo admirável, eu elogio ele. Mas, se ele fizer algo
duvidoso, não tem como elogiar ou me calar (quem cala, consente), depois de
todo o senso crítico que o rap me passou. É aí que entram as críticas e autocríticas.
Eduardo FC – Depósito dos Rejeitados
Agora tem o Eduardo FC, com o mesmo discurso do Racionais, nos anos 90, falando que não
vai aparecer na TV, e blá...
Tomara
que ele não tropece na própria língua, como já aconteceu. Alguém já reparou que
o Eduardo usa roupas de marcas
gringas (caríssimas, no mínimo) e fala como se fosse um favelado pobretão? Na
música Depósito dos Rejeitados ele
interpreta um menino negro que sofre até umas horas por causa de sua cor negra.
O Eduardo é branco e fala como se
fosse negro. Desculpa, Eduardo, mas, pra falar por cidadãos que tem a cor de
pele escura, o cara tem que ser, no mínimo, negro. Eu, sendo um negrão da pele
preta, não me identifico, nem um pouco com essa letra. Muita ficção pra pouca
realidade. Mesmo assim, respeito o trabalho de cada um. Só tô postando isso
porque sou fã, tanto do Eduardo como do Racionais. Quero ver eles melhores, sem
falsidade. O rap sempre foi contra tudo isso. Por que, agora, eles têm que
mudar?
O
rap tá assim, hoje em dia, vários artistas, vários personagens (atores do rap)...
e, tem muitos que ainda se iludem. Acham que o rap continua sendo um elemento
sério do Hip-Hop. E até brigam pela causa, como se ainda tivéssemos vivendo os
anos 90. Toma cuidado. O rap é revolucionário até entrar o dinheiro.
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